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Donatários da IAF na Rio+20 de Amy Kirschenbaum

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Representantes da sociedade civil de todo o mundo se juntaram no Rio de Janeiro em junho para comemorar o 20º aniversário da Cúpula da Terra de 1992 com uma série de eventos realizados paralelamente à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, ou Rio+20, cujo objetivo era propor medidas para reduzir a pobreza e melhorar o uso dos recursos naturais. Entre as organizações que participaram da Cúpula do Povo em tendas armadas no Aterro do Flamengo estavam nove donatárias da IAF no Brasil, Colômbia, Costa Rica e Paraguai.

O Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo (CEPAGRO) esteve particularmente ativo: realizou mais de 13 workshops sobre seu projeto “Revolução dos Baldinhos,” que envolve membros da comunidade na coleta e compostagem de resíduos domésticos. Mediante parceria com o Movimento Slow Food, CEPAGRO também organizou workshops em três mercados orgânicos durante essa semana. Marcus José Abreu, coordenador dos programas urbanos do CEPAGRO, falou na sessão “Encontrar Sinergias na Transição Econômica e Ambiental”. Subdonatários do Centro de Apoio Socio-Ambiental (CASA) compartilharam práticas de conservação que aplicam na Mata Atlântica e na Amazônia. A Fundação Grupo Boticário (FBPN) organizou eventos sobre pagamento por serviços ambientais e o papel e impacto do investimento social público e privado.

A Fundación para el Etnodesarrollo de los Llanos Orientales de Colombia (ETNOLLANO) representou o Programa para Consolidação da Amazônia Colombiana (COAMA), que ajuda povos indígenas a preservar seu ambiente natural. Catalino Sosa falou pelas comunidades indígenas mbya do Paraguai, que estão trabalhando com apoio da Institución Ecuménica de Promoción Social (OGUASU), donatária da IAF. No Fórum de Empreendedorismo Social na Nova Economia, José Francisco Fonseca, diretor executivo da Corporación Educativa para el Desarrollo Costarricense (CEDECO), falou sobre estratégias inovadoras que mitigam os efeitos da mudança climática e os esforços proativos do governo da Costa Rica para encorajar essas estratégias. O Fórum também incluiu sessões plenárias com o filósofo brasileiro Leonardo Boff, o intelectual colombiano Bernardo Toro, Marina Silva (ex-ministra do meio ambiente e candidata à presidência do Brasil em 2011) e Guilherme Leal, presidente da Natura.

Em 1992, a Cúpula da Terra, também conhecida como Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, abordou o uso de insumos industriais tóxicos, alternativas aos combustíveis fosseis, redução de emissões dos veículos, congestionamento urbano, riscos para a saúde causados pela poluição e crescente escassez de água, entre outras questões. A Cúpula da Terra levou ao Protocolo de Kyoto e Agenda 21, cujos signatários se comprometeram a repensar o crescimento econômico, promover a equidade social e assegurar a proteção do meio ambiente, e o reconhecimento dos direitos dos povos indígenas. Um tema importante da conferência de 2012, organizada para avaliar o progresso feito desde 1992, foi a Nova Economia, a noção de que o sistema econômico global deve ser restruturado para podermos atingir importantes metas sociais e ambientais. As análises dos debates de 2012 revelam desapontamento.

Em contraste, o dinamismo da Cúpula do Povo e os eventos conexos despertaram entusiasmo, afirmando que o progresso real para um uso responsável do meio ambiente e melhor qualidade de vida provavelmente virá de baixo para cima, na medida em que as comunidades encontrarem soluções criativas para os desafios mais complexos que o mundo enfrenta. A participação de donatários da IAF nessas atividades paralelas testemunha sua capacidade de efetuar mudanças positivas que podem ter implicações de longo alcance. — Amy Kirschenbaum, representante da IAF para o Brasil