You are viewing archived content
of the Inter-American Foundation website as it appeared on June 1, 2018.

Content in this archive site is NOT UPDATED.
Links and dynamic content may not function, and downloads may not be available.
External links to other Internet sites should not be construed as an endorsement of the views contained therein.
Go to the current iaf.gov website
for up-to-date information about community-led development in Latin America and the Caribbean.

Aprendendo com Los Izalcos de Carlos Henríquez Consalvi

Print
Press Enter to show all options, press Tab go to next option
As crianças salvadorenhas podem tomar conhecimento das comunidades indígenas de seu país por meio de Los Izalcos, um jogo de tabuleiro desenvolvido pelo pessoal do Museo de la Palabra y la Imagen (MUPI), donatário da IAF, em colaboração com artistas, antropólogos e educadores.

O jogo recebeu o nome das comunidades indígenas da região, conhecidas como Los Izalcos na parte ocidental do país. Desenvolvido por uma equipe de artistas, antropólogos e educadores, tira seu conteúdo em grande parte de entrevistas com idosos descendentes de indígenas e das observações de viajantes, como o etnógrafo sueco Carl Hartman que visitou El Salvador em 1896. Um jogador após outro movimenta o tabuleiro ao responder corretamente perguntas sobre lendas indígenas, artesanato, danças, música e medicina, bem como detalhes sobre organização social, eventos históricos, agricultura e relacionamento desses salvadorenhos nativos com a sua terra.

No centro do tabuleiro há uma pintura de um fogo sagrado ao redor do qual se desdobram costumes e cenas da vida diária nas comunidades indígenas. Os jogadores começam girando uma argola sob a forma da mitológica Cuyancúa, uma serpente com cabeça de porco, cujos poderes fazem a água fresca e limpa sair de sua caverna. O jogador para o qual aponta a cabeça de La Cuyancúa tira uma pergunta de um baralho de 125 cartas e por cada resposta correta retira uma ficha pintada com milho ou cacau, outrora usados como moeda nesta parte da Mesoamérica. Um manual contém os fatos sobre a cultura indígena essenciais para o jogo, o qual vem com instruções juntamente com petates, esteiras tradicionais feitas de uma planta chamada tule para os jogadores se sentarem.

O MUPI foi reconhecido internacionalmente por Los Izalcos e outros produtos educacionais. Por seu êxito em preservar e compartilhar elementos da cultura de El Salvador, tanto passada como presente, recebeu o Prêmio Iberoamericano de Educação e Museus e em 2010 o Prêmio Ford de Conservação e Educação do Patrimônio Cultural. — Carlos Henríquez Consalvi, Diretor do MUPI