You are viewing archived content
of the Inter-American Foundation website as it appeared on June 1, 2018.

Content in this archive site is NOT UPDATED.
Links and dynamic content may not function, and downloads may not be available.
External links to other Internet sites should not be construed as an endorsement of the views contained therein.
Go to the current iaf.gov website
for up-to-date information about community-led development in Latin America and the Caribbean.

Recursos

Print
Press Enter to show all options, press Tab go to next option
Conocimiento desde adentro
[Conhecimento de dentro]

Compilado por Sheila Walker
Programa de Pesquisas Estratégicas na Bolívia (PIEB): La Paz, 2010

Nesta primavera setentrional, telespectadores de todos os Estados Unidos sintonizaram Black in Latin America [O negro na América Latina], uma série de quatro partes produzida por Henry Louis Gates, acadêmico de Harvard. Como admitiu Gates, quatro horas não é muito tempo. Os afro-peruanos tiveram 30 minutos; quanto ao restante, a diáspora afrodescendente na América do Sul foi ignorada. Conocimiento desde adentro pode ajudar a fechar o hiato, pelo menos para os que leem espanhol, com um panorama das fascinantes comunidades da Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela — países infrequentemente considerados com influência africana.

A compaginadora e propulsora deste trabalho de dois tomos é a antropóloga Sheyla Walker. Em 2003, ela fundou o Grupo Barlovento com apoio do Global Center do United Negro College Fund (UNCF). Reunindo-se no Spelman College, de Atlanta, onde Walker era professora de humanidades e ocupava a cátedra financiada por Willian e Camille Cosby, o Barlovento concentrou-se em contar a história de um povo cujas contribuições e presença na América têm sido muitas vezes invisíveis ou refutadas. “Inicialmente tínhamos incluído o Brasil”, explicou Walker sobre os países abrangidos, “mas por questões de proporção, sem mencionar uma história diferente, não se enquadrou. E decidimos não incluir a América Central, cuja realidade é muito diferente”. O Barlovento queria decididamente que esta história viesse “de dentro” ou sob a perspectiva dos “protagonistas” que a viveram. Conseguir isso significou voltar a reunir-se no Equador e na Bolívia, com apoio da IAF.

Walker considera o comércio atlântico de escravos como “a maior dispersão de pessoas na história do mundo”. Gates calcula em 11,5 milhões o número de africanos transportados, a maioria para a América Latina e o Caribe. Na apresentação da sua coleção de ensaios que constituem Conocimiento desde adentro, Walker constantemente se refere a esta diáspora como um quebra-cabeças. “A África”, afirma, “foi cortada em pedaços que foram espalhados. Nós queríamos reunir os pedaços”. Estes autores talvez não alcancem esta meta, mas os detalhes que oferecem sobre a história assombrosa da Afro-América Latina e a rica cultura que os seus ancestrais trouxeram consigo são realmente impressionantes. Aprendemos, por exemplo, que os mesmos governos que aboliram a escravidão se preocupavam em compensar os donos pela propriedade perdida; e que as tecnologias da África eram tão importantes quanto a mão de obra dos escravos nas fortunas surgidas do café, açúcar, tabaco, arroz e algodão.

“O propósito da doação do UNCF foi criar materiais curriculares para as escolas dos Estados Unidos e também da América Latina”, explicou Walker, acrescentando que atualmente não há outra fonte de informação disponível sobre o vasto tema escolhido pelo Grupo Barlovento. O colaborador boliviano Juan Angola Maconde encontrou um editor em La Paz; ele e Walker apresentaram o livro em um encontro festivo no Museu de Etnografia da cidade. O Grupo Barlovento confia agora em que seja publicada a tradução em inglês nos Estados Unidos e em conseguir um uso amplo de ambas as versões em escolas e universidades. O colaborador peruano Oswaldo Bilbao Lobatón propôs um projeto de capacitação de professores. “Tarefas das quais eu me terei de encarregar”, afirmou Walker. — P.D.


The Afro-Latin@ Reader: History and Culture in the United States
[Leituras sobre afrolatin@s: história e cultura nos Estados Unidos]

Compilado por Miriam Jiménez Román e Juan Flores
Duke University Press: Durham e Londres, 2010

Quando Jackie Robinson rompeu a barreira da cor no beisebol profissional, a sua autoconfiança o projetou de atleta famoso a herói do movimento dos direitos civis e essa realização transcendeu os esportes para transformar-se de fato em destaque nas relações raciais nos Estados Unidos. Mas quantos estadunidenses, fanáticos ou não do beisebol, já ouviram falar de Minie Miñoso, o qual apenas alguns anos depois deixou a Liga Negra para ser o primeiro afro-latino das Grandes Ligas e em 1951 o primeiro atleta negro a vestir a camiseta do time White Socks? A condição de pioneiro de Miñoso foi, de fato, seriamente debatida durante a seleção especial para a entronização na Galeria da Fama do beisebol em 2006, mas ele nunca foi escolhido. Embora tenha sofrido as mesmas humilhações de todos os atletas negros dessa época, de certa forma isso não foi considerado porque Miñoso tinha nascido e crescido em Cuba.

Obviamente muito menos se sabe sobre afro-latinos — originários do México, Caribe, América Central e América do Sul — do que dos afrodescendentes comumente considerados como afro-estadunidenses; e menos ainda sobre a relação das duas comunidades nos Estados Unidos. The Afro-Latin@ Reader: History and Culture in the United States aborda este hiato do conhecimento com uma coleção de ensaios, artigos e entrevistas que refletem as experiências dos estadunidenses que se identificam como afro-latinos, incluindo espaço sobre o passado racista do beisebol. (A arroba (@) no título e em todo o livro se usa para indicar que se faz referência tanto a “latino” como a “latina”, singular e plural.)

Ambos os compaginadores, Miriam Jiménez e Juan Flores, ensinam cultura afro-latina na New York University, onde ela é acadêmica visitante no Programa de Estudos Africanos e ele é professor no Departamento de Análise Social e Cultural. Jiménez é fundadora e diretora executiva do Afro-Latin@ Forum, centro de pesquisas e recursos que enfoca os latinos negros nos Estados Unidos. A Duke University publicou este volume como parte da sua Série do Centro John Hope Franklin, que tem o nome do falecido professor emérito afro-estadunidense que escreveu o clássico From Slavery to Freedom: A History of the American Negro [Da escravidão à liberdade: a história do negro dos Estados Unidos], integrou departamentos de história de instituições de vanguarda e ajudou a Associação Nacional para o Progresso das Pessoas de Cor (NAACP) a preparar o argumento sociológico tão vital para que o Supremo Tribunal dos Estados Unidos decidisse unanimemente que a segregação racial em escolas públicas era inconstitucional.

Os 66 ensaios de The Afro-Latin@ Reader convidam o leitor a explorar a narrativa de afro-latinos na cultura dos Estados Unidos — arte, religião, esportes, música e percepções de gênero — e a pensar criticamente sobre a raça. Vários capítulos lançam luz sobre o complexo assunto da identidade. Um deles, “Negociando entre invisibilidades: relatos de afro-latinidades nos Estados Unidos”, descreve o dilema da sua autora, Vielka Cecilia Hoy, nascida na Califórnia, filha de mãe nicaraguense e pai panamenho, ambos afrodescendentes. Hoje recorda que ao completar o formulário do censo, para a pergunta de origem étnica ela e cada uma das suas primas tinham respostas diversas. Outro ensaio, “Afrolatin@s: tempo presente e futuro”, oferece uma rica análise de dados coletados pelo Serviço do Censo, comparando as características socioeconômicas de hispânicos que se autoidentificam como “brancos” (termo oficial do Serviço do Censo) com as daqueles que marcam “negros ou afro-estadunidenses”. Este enredo de identidade não é absolutamente exclusivo dos Estados Unidos. O léxico de raça e etnia também pode ser complicado em outros países do continente.

A amplidão e o estilo de The Afro-Latin@ Reader agradarão a maioria dos leitores inclinados à erudição. Mas embora o seu teor seja denso e profundamente analítico, The Afro-Latin@ Reader tem algo para todos e cada um. Ao apresentar os afro-latinos como uma coletividade, Jiménez e Flores proveem um vínculo entre as comunidades afro-estadunidense e hispânica. Infelizmente, como o indica Adrián Burgos no seu capítulo sobre Minie Miñoso expressivamente intitulado “Um campo desigual: os afro-latinos nas grandes ligas do beisebol”, um número elevado de contribuições significativas de afro-latinos não tem recebido o reconhecimento que merece. — Amanda Hess, Assistente de Programas da IAF


The Politics of Human Rights Protection
[As políticas de proteção de direitos humanos]

De Jan Knippers
Black Rowman & Littlefield Publishers Inc.: Lanham, Maryland e Plymouth, Reino Unido, 2010

Como disciplina, os direitos humanos podem ser vistos como separados e diversos da teoria e prática do desenvolvimento, mas Jan Knippers Black destaca de forma eficaz a sua intrincada conexão. Peritos internacionais, inclusive vários economistas e sociólogos, concordarão com ela em que as liberdades políticas e civis são requisitos para o desenvolvimento sustentável. De fato, quando os abusos persistem, sejam perpetrados por governos ou por outras forças, o avanço para a prosperidade perde o rumo.

Em The Politics of Human Rights Protection, Black, professora do Monterey Institute of International Studies, essencialmente apresenta um guia das estratégias que enfrentam as violações sistêmicas dos direitos humanos. Entre os casos ilustrativos figuram a luta pela independência em Timor-Leste e os enfrentamentos frequentemente tensos de Taiwan com a China. Black começa com uma discussão da definição de direitos e abusos e oferece as próprias “Diretrizes para prever abuso e resposta pública”. Ela dedica considerável espaço à analise da importância da linguagem, especialmente em relatos“oficiais” e como a compreensão de palavras em código e eufemismos pode ser crucial para identificar violações de direitos humanos e assim responder a elas e, mais importante ainda, talvez preveni-las.

No contexto latino-americano, Black examina os abusos desenfreados por parte de ditaduras militares nas décadas de 1970 e 1980 no Cone Sul, particularmente durante o regime de Augusto Pinochet no Chile, onde Black foi uma das primeiras voluntárias do Corpo de Paz no início da década de 1960. Desde o golpe militar que abriu caminho ao regime de Pinochet até a dramática série de eventos que surgiram da pressão internacional daqueles que pediam o seu julgamento, Black detalha os processos que permitiram uma nação aprender do seu passado e continuar andando. A reconciliação do Chile foi especialmente complicada; Pinochet continuou na chefia das forças armadas durante a transição, o que levou os chilenos a vacilarem na exigência da justiça. Black resume eloquentemente a situação: “Um governo civil eleito com camisa de força e um governo incapaz ou pouco disposto a responder ao mandato popular podem ser a melhor salvaguarda para a desigualdade do que uma ditadura militar”.

Tradicionalmente, o Ocidente tem considerado os direitos humanos em termos de liberdades civis e políticas. No entanto, os direitos econômicos e culturais têm sido parte do discurso onde a pobreza e a perseguição prevalecem e o debate foi ampliado para incluir direitos sociais e ambientais. Até mesmo a Anistia Internacional, que teve início na década de 1960 como organização com orientação política e focada em presos de consciência, geralmente dissidentes políticos, lançou recentemente campanhas que propugnam, em nome do direito humano, a dignidade e a libertação da pobreza.

Black oferece uma valiosa análise mediante uma revisão minuciosa das complexidades de examinar os direitos humanos em vários contextos. Apesar dos antecedentes eminentemente acadêmicos de Black, The Politics of Human Rights Protection não está dirigido somente a eruditos ou especialistas, mas também a leitores curiosos e comprometidos, segundo os quais os direitos humanos merecem proteção e que querem entender as causas primordiais dos abusos além da análise abstrata. Como guia para soluções concretas, o livro faz uma contribuição vital à literatura dos direitos humanos. — Nancy Díaz, Assistente de Programas da IAF


What Works in Development? Thinking Big and Thinking Small
[O que funciona no desenvolvimento? Pensando em escala alta e em escala baixa]

Compilado por Jessica Cohen e Willian Easterly
The Brookings Institution: Washington, D.C., 2009

Pelo título deste livro pode-se imaginar que as suas 230 páginas contêm a resposta à grande interrogativa que há décadas vem perseguindo o desenvolvimento internacional. Responder a esta pergunta seria o equivalente a uma grande descoberta em medicina ou geração de energia. Assim, com o otimismo do novato, começa-se a ler na primeira página que “o ponto de partida das contribuições a este livro… é o fato de não haver consenso a respeito do que ‘funciona’ para o crescimento e o desenvolvimento. A meta final da pesquisa do desenvolvimento continua elusiva”.

Nos seis capítulos seguintes, economistas de Harvard, Stanford, Princeton, Brown, New York University, London School of Economics, Massachusetts Institute of Technology e do Banco Mundial procuram explicar por que não há resposta e por que é tão pouco o que se compreende do impacto real dos projetos de desenvolvimento sobre a pobreza. Alguns autores colocam uma defesa de programas em escala nacional — “pensar em escala alta”— enquanto outros afirmam que os maiores êxitos provêm de intervenções mais restritas — “pensar em escala baixa”. Todos deixam a desejar na exposição dos seus argumentos. O seu jargão acadêmico e atitude formulista perturbarão os estudantes mais concentrados. Aqui e ali surge um parágrafo que promove um enfoque para passar em seguida à página seguinte e ler que “por outro lado...”.

Em um trecho, David N. Weil, da Brown University, realiza uma tarefa verossímil para explicar por que os economistas, com os seus parâmetros de utilidade hipotética e cálculo econômico, têm fracassado tão lamentavelmente na busca do “santo cálice”. Simplesmente não entendem como o mundo funciona na realidade. Devem reconhecer que o desenvolvimento não é uma ciência e que as comunidades de base não são placas de Petri cultivadas por um número finito de variáveis, mas microcosmos com o universo de variáveis que afetam as decisões.

Abhijit Vinayat Banerjee, do MIT, chega a afirmar que o desenvolvimento econômico poderia depender exclusivamente da sorte — certo fator imprevisto que gera crescimento positivo em um determinado país. O melhor que se pode fazer em preparação para essa “decolagem” é apoiar a sua contingência com uma política social que produza um sentido de esperança nas pessoas e um compromisso com o futuro. William Easterly, no seu comentário final, concorda com as conclusões de Banerjee, argumentando que não são originais mas genéricas e confirma que oferecem pouca perspicácia útil. Um desenvolvimento bem-sucedido em certa situação não deve ser interpretado como indicativo de semelhante êxito em um ambiente diverso. Generalizar mais os resultados específicos de um contexto para uma metodologia é um ato de fé ainda maior.

Infelizmente os economistas têm dificuldade para passar do modo científico ao prático. Muito facilmente caem no jargão econômico que nada esclarece e confunde o leitor. “Quando pressionados,” observa Lant Pritchett do Kennedy School da Harvard University, “os economistas veem imediatamente o erro óbvio de confundir fundamentos descritivos para ações de um planejador social hipotético que maximiza o bem-estar com razões positivas para as ações concretas de governos reais”. Depois de várias leituras, percebi que esta declaração se traduz em conselho útil para interpretar os resultados observados de uma iniciativa de desenvolvimento empreendida por um governo, mas oferece pouco quanto ao modo de atender às necessidades óbvias no nível local.

Os autores incluídos em What Works in Development? sugerem que esta questão não tem resposta e que só podem oferecer observações que ajudariam na busca de uma. Enquanto esta resposta continuar esquiva, os peritos continuarão a apresentar as suas hipóteses e a procurar provar as suas teorias. Entretanto, aqueles que trabalham no campo com gente real permanecerão na expectativa, embora pondo as luvas, levantando a próxima pedra e confiando em um futuro melhor. — Wilbur Wright, ex-diretor regional da IAF


Lixo Extraordinário
[Basura extraordinaria]

Dirigido por Lucy Walker
Produção de Almega Projets e 02 Filmes; 2010

Quando o filem Lixo Extraordinário foi nomeado como melhor documentário de 2010, o pessoal da IAF e cerca de 5.000 catadores de lixo brasileiros se viram arrastados pela febre do Oscar. O filme foca um dos maiores aterros sanitários do mundo, que se estende cerca de 1.300.000 metros quadrados, bem como as pessoas que costumam catar o lixo e que, em um momento especial, o transformaram em uma obra de arte.

Os trabalhadores pertencem à Associação dos Catadores do Aterro Metropolitano do Jardim Gramacho (ACAMJG), que em 2009 recebeu financiamento do donatário da IAF Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN), entidade encarregada do aspecto de responsabilidade social de uma associação empresarial que representa aproximadamente 9.000 empresas brasileiras. As subdoações da FIRJAN a organizações que empreendem projetos de desenvolvimento, tais como a ACAMJG, recebem contrapartidas iguais, real por real, das empresas afiliadas.

O outro protagonista do filme é Vik Muniz, residente no bairro do Brooklyn da cidade de Nova York, artista brasileiro que regressou dos Estados Unidos ao seu país natal em busca de inspiração e que a encontrou no aterro municipal de Gramacho. Durante os dois anos em que se dedicou a viver com os catadores de lixo, de 2007 a 2009, Muniz fotografou os seus vizinhos como sujeitos de retratos que lembravam obras de arte consagradas, como A morte de Marat, de Jacques-Louis David, e a Mulher passando roupa, de Pablo Picasso. Muniz e as suas novas musas utilizaram o lixo para acrescentar textura e profundidade às cenas. Em Lixo Extraordinário, a diretora inglesa Lucy Walker acompanha o artista e os outros protagonistas, documentando a exuberância dos catadores quando ajudam Muniz a criar estas peças épicas, realizando a sua visão e escapando do tédio da rotina diária.

Foi preciso um esforço para encher de lixo o andar do estúdio de Muniz, do tamanho de um grande depósito, criando uma obra tão grande que só poderia ser vista e fotografada de cima. “O fato de terem trabalhado nisso e na construção da imagem com o que eles manipulam todos os dias, foi para mim o mais importante”, disse Muniz a um jornalista da Associated Press. “Às vezes nos vemos tão pequenos, mas as pessoas ali nos veem tão grandes, tão bonitos”, comentou um dos catadores aos repórteres na abertura da exposição de Muniz no Museu de Arte Moderna do Rio.

Em 27 de fevereiro, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas concedeu o Oscar a Inside Job, documentário sobre as causas da recente crise financeira global na qual pelo menos alguns de nós nos sentimos defraudados. Não obstante, a atenção recebida por Lixo Extraordinário contribuiu para aumentar ainda mais a cotação das obras de Muniz, que reconheceu essa dívida aos catadores doando mais de US$300.000 à ACAMJG.

Essa doação ajudará os trabalhadores da ACAMJG na transição para outras atividades de reciclagem; o governo do Estado do Rio de Janeiro fechou o aterro três dias depois da cerimônia de entrega do Oscar. O aterro de Gramacho, que estava ficando sem espaço e era uma fonte séria de contaminação pela proximidade de pântanos, está sendo transformado em um dos maiores projetos de biogás do mundo. Parte da renda do projeto será administrada pelo município local em parceria com a ACAMJG para beneficiar os catadores deslocados que querem capacitar-se para trabalhar na indústria formal da reciclagem. Para obter informações mais detalhadas sobre Lixo Extraordinário, favor consultar o website www.wastelandmovie.com. — Eduardo Rodríguez-Frias, webmaster da IAF