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Os cafeicultores de la Selva e a grande indústria do café de Ellen Contreras Murphy

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O Café La Selva em San Cristóbal de las Casas, em Chiapas, é o local ideal para considerar o crescimento e o desenvolvimento da Unión de Ejidos de La Selva (La Selva). O café não pode ser mais local, fresco e delicioso; o ambiente é decididamente mexicano; o âmbito, idêntico ao de muitas outras dessas franquias no México ou na Espanha. Indo ao fundo da questão, o Café La Selva representa quanto têm avançado os cafeicultores de La Selva e o que conseguiram em 30 anos. Estes produtores, cujas pequenas parcelas têm de 0,8 a 2 hectares cada uma, realizaram seu sonho de vender seu café orgânico diretamente aos consumidores.

Poucos têm transitado por essa via e conseguido tanto. Em uma indústria na qual a renda depende de duas variáveis incontroláveis — condições climáticas e mercado — o êxito de La Selva é realmente incrível e não tem passado despercebido. Em 2006, La Selva recebeu da Schwab Foundation for Social Entrepreneurship, de Genebra, o Prêmio por Empresa Social do Ano, “em reconhecimento à inovação social na busca do alívio da pobreza, zelo empreendedor e coragem de transcender práticas tradicionais”. Em 2002, o World Resources Institute, de Washington, D.C., concedeu a La Selva seu prêmio “Novos Empreendimentos” para organizações que “promovem o crescimento sustentável mediante a aceleração da transferência de capital a empresas que geram benefícios sociais e ambientais na base da pirâmide econômica”. No mesmo ano, La Selva foi finalista do Prêmio Equatorial das Nações Unidas em reconhecimento dos esforços extraordinários para reduzir a pobreza mediante a preservação da biodiversidade, um lembrete da importância do cultivo orgânico para nosso meio ambiente compartilhado.

La Selva teve início no fim da década de 1970, quando quatro comunidades agrícolas — Cruz del Rosario, Nuevo Momón, Nuevo Monte Cristo e Flor del Rio — uniram forças e criaram uma confederação para representar seus interesses: a Unión de Ejidos La Selva. Cada comunidade tinha sua propriedade como ejido [terreno]. Esta forma de propriedade, que data do México pré-colombiano, foi incorporada na legislação aprovada depois da revolução de 1910, segundo a qual o Governo mexicano deveria ceder extensões de terra a grupos de 20 a 200 camponeses que tivessem título das mesmas e fossem proprietários como grupo. Por mais de 80 anos, um ejidatario não podia arrendar, vender ou hipotecar seu interesse na terra, mas podia passá-lo à esposa, filhos ou outros parentes. Em 1992, estas leis foram mudadas para permitir a propriedade privada, incluindo a de não ejidatarios.

No início da década de 1990, David Bray, Representante da IAF para o México, decidiu apostar na proposta de La Selva para ajudar seus membros a cultivar mais e melhor café mediante a aplicação de práticas coerentes com o uso responsável de recursos naturais. O plano era capacitar 1.000 produtores membros em métodos orgânicos que eles introduziriam em 1.000 hectares de cafezais. A expectativa era que a tecnologia adotada agregasse valor aos grãos, porque o café seria certificado como orgânico e se qualificaria a um nicho mais lucrativo no mercado internacional. Quando esta entrada no mercado orgânico não produziu tanta renda como se esperava, La Selva concentrou-se em agregar mais valor mediante um controle de qualidade mais estrito e torrando o café vendido localmente. Surgiram mais tarde os Cafés, cujos proprietários concordaram em vender exclusivamente a marca La Selva e utilizar seu logotipo. Em 2009 venderam mais de 395.000 quilos de café La Selva.

Desde meu primeiro encontro com os cafeicultores de La Selva em 1990, como encarregada de estudos especiais da IAF, com frequência minhas viagens me têm trazido de volata a Chiapas. Em cada ocasião, minha curiosidade me faz recorrer a José Juárez Varela, diretor de planejamento de La Selva. Em minhas visitas quase não mencionamos o passado, uma vez que sempre há algo novo. Quando fiz uma visita em dezembro de 2009 para participar da comemoração do 30º aniversário de La Selva, José começou dizendo que La Selva faria alguns reajustes importantes. “Esperamos que em algum momento no início de 2010 tenhamos uma nova estratégia de comercialização atualizando os cafés-restaurante e melhorando os produtos que se servem com o café”, disse.

O café termina em nossa xícara depois de passar do cultivador ao intermediário, ao processador, ao exportador, ao agente da companhia de café, ao distribuidor ao mercado ou ao café-restaurante. Com exceção do café vendido no mercado de comércio justo, La Selva chegou à integração vertical total de sua empresa, eliminando o intermediário e controlando todas as fases da produção, exportação e torragem. Segundo José, o novo plano inclui uma ramificação para a venda direta a restaurantes e estabelecimentos comerciais especializados, serviço de alimento para hospitais e outras instituições e possivelmente supermercados. A esperança é que dentro de três anos La Selva tenha 35 novos pontos de venda — quiosques ou bares-café — e que os cafés tenham afiado suas arestas competitivas em um mercado saturado.

O caminho ao 30° aniversário foi repleto de obstáculos, mas La Selva perseverou. O número de 1.090 membros tem permanecido bastante estável e a produção tem crescido de forma contínua, com uma média de 1.897 hectares de cultivo orgânico e uma média anual de vendas de mais de 862.000 quilos de café. La Selva fatura mais de US$2 milhões por ano. Mas o que isso significa para os cafeicultores? Os corretores do café nos países consumidores recusam-se a trabalhar com a Organização Internacional do Café para reinstalar os controles que aumentariam os preços para refletir os verdadeiros custos para o cafeicultor de café orgânico. Embora o café certificado como de comércio justo ou orgânico mereça lugar de destaque, pouco resta aos cafeicultores depois de deduzidos os custos operacionais de La Selva. Mas se a renda é pequena, tem sido constante e isso é importante para os membros de La Selva.

A vida é dura para os camponeses no México e em 2007 o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) classificou Chiapas como o último entre os 31 Estados mexicanos e o Distrito Federal no tocante à expectativa de vida, nível educacional e renda. No entanto, em duas das comunidades fundadoras de La Selva — Nuevo Momón e Cruz del Rosario — percebi sinais de melhores condições de vida em comparação com 20 anos atrás. A melhoria mais evidente é a estrada pavimentada de Las Margaritas a Cruz del Rosario e além, reduzindo um viagem de quatro ou cinco horas a uma hora. Ao longo da estrada há lembranças da presença zapatista. As placas advertem os viajantes que entraram em seu território — território que outrora pertencera a membros de La Selva, entre outros forçados a deixar suas casas. Alguns desses deslocados começaram novamente em comunidades longínquas, ao passo que outros esperam regressar à terra na qual produziam o café orgânico e que agora os zapatistas colhem para a venda. O levantamento do Exército Zapatista de Liberação Nacional (EZLN) no dia de Ano Novo de 1994 não tomou os membros de La Selva totalmente de surpresa, como ocorreu com o restante do mundo. O que os surpreendeu foi o número de vizinhos que se uniram aos zapatistas, estimado em até 50% dos residentes das comunidades vizinhas. La Selva aguenta uma paz inquieta com o EZLN. Recentemente os esforços para manter uma posição de neutralidade foram levados aos limites extremos quando em 2008 o EZLN propôs um boicote a La Selva e seus produtos. La Selva não informou a respeito de impacto, mas a tensão persiste.

Em Cruz del Rosario eu me reuni com o presidente fundador de La Selva, dom Arturo Jiménez, que serviu a organização na maior parte dos últimos 30 anos, oficial e extraoficialmente, nos momentos bons e maus. Foi ele que teve a visão e convenceu os outros ejidatarios de que poderiam comercializar juntos seu café e melhorar sua vida. Foi ele, juntamente com alguns poucos, que acompanhou o primeiro carregamento de café a Veracruz. E foi dom Arturo que pessoalmente visitou cada membro para explicar como foi roubada uma parte do carregamento. A cara sorridente de dom Arturo tem as marcas de seu sacrifício por La Selva. É o líder carismático consumado, um de apenas dois que encontrei em meus 20 anos de trabalho no México. Liderar La Selva significou dedicar a maior parte de sua vida às custas da esposa e oito filhos, algo pelo qual nunca poderá ser devidamente compensado. Neste aspecto, sua família também se sacrificou. Dom Arturo é o narrador clássico e eu ficava fascinada por sua voz e suas palavras. “Nunca estive só. Sempre tive companheiros que tinham fé e confiança em mim”, disse sobre sua parte na longa jornada de La Selva. Essa fé e confiança repetem-se na relação entre dom Arturo e os atuais dirigentes de La Selva. Ele está pronto a passar a segundo plano e contente em deixar que eles guiem La Selva. A nova geração é 20 anos mais jovem, são os filhos de seus companheiros. Um dos filhos do próprio dom Arturo, José Bersabel Jiménez López, está a cargo de controle de qualidade e vendas. “Eu me lembro quando se dizia que éramos comunistas, porque queríamos unir-nos em solidariedade para benefício de todos nossos membros!” recorda dom Arturo. “No início era difícil fazer as pessoas compreenderem que poderíamos conseguir mais se estivéssemos organizados e unidos”.

De fato, La Selva encontrou muitos desafios em 30 anos, mas nenhum mais assustador do que a perda de sua condição de comércio justo em 2000, depois de não poder entregar o café requerido por contrato. Para complicar ainda mais a situação, La Selva não podia devolver ao comprador o pagamento adiantado. A isto seguiramse graves conflitos na organização; pessoal-chave e diversas comunidades saíram. La Selva voltou a funcionar no segundo semestre de 2000, mas os dois anos seguintes foram difíceis. “A comunidade do café pensou que estávamos acabados”, explicou dom Arturo. Mas a tradicional solidariedade continuou firme. Antigos membros cerraram fileiras com os líderes, reconhecendo a falta de perícia em negócios e gestão financeira como a causa do fracasso. José Juárez e dom Arturo trabalharam arduamente e viajaram à Alemanha para desenvolver novas relações. A nova Organização Internacional do Rótulo Justo (FLO), que substituíra a Organização de Comércio Justo, era diferente de seu predecessor em diversos aspectos e a reentrada foi difícil. Mas La Selva manteve-se firme e foi readmitida oficialmente pela FLO em 2002.

La Selva aprendeu da odisseia e contratou gerentes e especialistas profissionais nas áreas em que reconhecia suas deficiências. Deu um passo muito grande ao separar legalmente sua missão solidária (Unión de Ejidos de La Selva) de seus empreendimentos comerciais (Unión de Sociedades de La Selva) e instituiu controles de gestão, incluindo assessores independentes. Alguns membros e o pessoal que se apartaram desenvolveram outra organização de café que agora presta serviços de intermediação. Outros utilizaram a perícia adquirida para iniciar pequenas empresas, gerando atividade econômica e oportunidades de emprego. Quanto ao pessoal e membros que saíram durante a crise de 2000, a lembrança continua a ser dolorosa. Em seu favor, eles reconhecem quanto ganharam de sua associação com La Selva. Mais surpreendente é o fato de uma ruptura não ter ocorrido antes no desenvolvimento da organização. A experiência de La Selva talvez confirme o conceito de um nível ótimo de afiliação. Uma fratura poderia ter sido a consequência lógica de um hiato entre as gerações, dado o fato de haver membros novos e mais jovens menos ligados a antigas lealdades, noções de solidariedade ou afiliação religiosa ou política. E embora não seja a maior organização de cafeicultores do México — distinção que cabe à Coordinadora Estatal de Productores de Café de Oaxaca — La Selva é certamente uma das mais complexas. A união de ejidos é basicamente uma hierarquia em cima de outras hierarquias, cada qual com políticas próprias. Felizmente, os procedimentos de governança dos ejidos são uniformes, conforme determina a Lei Agrária.

A crise de 2.000 obrigou La Selva a reexaminar seus níveis de produção — o aspecto mais técnico na cadeia de fornecimento. As crescentes taxas atuais de produção de oito a 12 quintales ou sacos de 69 quilos por hectare significariam substituir muitas plantas de café que se aproximam de 30 anos de idade e passaram sua plenitude. O cafezal de cada membro está sendo examinado como base para elaborar um plano que aumente a produção de café, ao mesmo tempo reduzindo ao mínimo as perdas. Compreensivelmente, os afiliados hesitam em começar o processo de substituição, porque as plantas de café precisam de diversos anos para amadurecer o suficiente para produzir uma colheita aceitável. A crise também obrigou La Selva a reconhecer que a comunicação de métodos sofisticados utilizados para estabelecer preços, cronogramas de pagamento, cotas de produção e requisitos de contrato continua sendo um desafio. Uma compreensão insuficiente destes complicados aspectos do ramo gera dúvidas que inibem os cafeicultores a entregar uma colheita completa. É fundamental para as operações que os afiliados entendam que, se não cumprirem seu compromisso, todos sofrerão as consequências. Mas inclusive quando compreendem que o comércio justo e outras certificações produzem melhores preços, alguns membros se agarram a uma parcela da colheita como proteção contra uma emergência financeira. E se os preços caem, alguns são de opinião que na necessidade podem deixar de lado seus cafezais e vender o café não certificado a um “coiote”.

Assumem um papel ainda na equação produtiva os efeitos da mudança climática global. Entre as mudanças importantes nos padrões climáticos reportadas pelos cafeicultores figura a excessiva quantidade de dias nublados que inibem o florescimento e, ao mesmo tempo, aumentam os efeitos da sombra, causando doenças; e o excesso de chuvas que caem demasiadamente tarde na estação, golpeando as castigadas flores de café que precedem os grãos. Há também registros de severas geadas que matam os botões em meio desenvolvimento em dezembro. As árvores umbráticas inga e chalum estão morrendo por causas ainda não explicadas, uma história muito conhecida que ressoa como um eco do que acontece com as florestas de pinheiros nas Rocky Mountains dos Estados Unidos. As temperaturas mais elevadas têm seu maior impacto nos cafezais de 400 a 600 metros acima do nível do mar. Muitos produtores nas planícies têm abandonado seus cafezais inutilizados nessas altitudes, optando por procurar emprego em lugares distantes como os Estados Unidos. A tendência é piorar à medida que as temperaturas continuam a atingir novos extremos.

La Selva comemorou seu 30o aniversário organizando um fórum de três dias em Comitán. O tema “Café, Saúde e Sustentabilidade” reuniu seus membros com diversos expositores e outros que acompanham La Selva há 30 anos. Foi uma oportunidade para vender aos afiliados a nova estratégia de expansão e os líderes de La Selva tinham as mãos cheias com essa tarefa. Entre os camponeses inquietos não acostumados a ficar sentados tanto tempo estava Elías Gómez Méndez, cujo cafezal de três hectares estava a 1.400 metros sobre o nível do mar em Tzajalchén, onde são produzidas algumas das maiores colheitas do melhor café de Chiapas. Elías, que em média colhe cerca de 40 sacas de café por ano, tinha declarado claramente sua fé na liderança de La Selva, quando conversamos no dia anterior. “Somos 35 produtores nesta comunidade, mas nem todos somos membros de La Selva,” disse em seu espanhol com sotaque tzeltal. “Aqueles que são têm se dado bem. Temos visto problemas na organização, mas nada exagerado. A organização nos oferece vantagens. Alguns também pertencem a outras organizações e isso também é bom. Mas não discutimos estas diferenças, porque não somos um partido político. O trabalho é algo individual”.

O fórum proporcionou informações que os membros de La Selva devem considerar e compreender para a integração vertical ter êxito. Atualizou-os sobre a pesquisa de mercado e os desafios para os bares-café e restaurantes-café e lhe explicou a arte de catar [cupping] com a qual os peritos julgam o café. Incluiu também informações sobre os benefícios para a saúde que a bebida pode oferecer, como antecedente para o novo acordo com Voyava Republic, Ltd., com sede no Texas, para aprender a aplicar a tecnologia requerida a fim de fortificar o café com cálcio, ferro e, algum dia, ácido fólico. No ano passado, mediante um convênio especial de licença com a Voyava, La Selva vendeu 3 milhões de pacotes de oito xícaras de café fortificado com vitaminas ao governo de Chiapas para serem distribuídos às famílias em todo o estado. O governo desejava associar-se à La Selva neste enfoque novo para enfrentar as deficiências nutricionais tão comuns em Chiapas. Prevê-se que o contrato deste ano requeira 9 milhões de pacotes. Representantes de outros cinco estados interessados em contratos semelhantes estavam presentes no fórum e La Selva iniciou conversações com representantes de outros países sobre este produto, um início promissor em um novo mercado importante.

Tal como outras organizações de café, La Selva ficou à deriva quando o Governo mexicano se retirou da coordenação e controle da indústria do café na primeira parte da década de 1990. “Náufragos em um mar de tubarões” foi como Luís Hernández Navarro descreveu as entidades náufragas em seu artigo de 1991 publicado em Cafetaleros: La Construcción de la Autonomia. Mas La Selva sobreviveu. Há 30 anos tem feito o que precisa fazer para melhorar a qualidade de vida de seus membros. A jornada de La Selva tem levado seus líderes por todo o mundo em busca de novos mercados e parceiros para vender seu café. Além de clientes internacionais que pagam melhor preço do que o vigente no México, os membros se têm beneficiado da pressão de La Selva sobre as autoridades locais para conseguir melhores estradas e escolas, bem como programas de capacitação. Recentemente acolheram com satisfação o desenvolvimento de um currículo do café para escolas de ensino médio de Comitán, o que poderia proporcionar a seus filhos as aptidões técnicas e outros conhecimentos necessários para melhorar todos os aspectos da empresa e manter La Selva viável. Mais importante ainda, La Selva tem oferecido a seus membros, como explicava José Juárez, “a representação social que lhes dá uma voz e uma identidade que lhes permite trabalhar com o governo e o restante da sociedade”.

A história de La Selva bem pode oferecer um dos melhores exemplos da luta de uma organização pela sobrevivência. Conforme indicou dom Arturo, seus membros não estão sós neste caminho. “Essencial para este processo foi a visão de assessores como José Juárez, um agrônomo que captou o potencial do café orgânico como catalítico para organizar pequenos produtores e teve a paciência e a aptidão para transformar isso em realidade”, escreveu David Bray em “A Bird in a Cup” [um pássaro em uma xícara] (Orion Afield, inverno, 1999/2000). “José e sua equipe criaram um modelo autenticamente mexicano de desenvolvimento de base sustentável”. O café orgânico tem sido bom para La Selva e a jornada ainda não terminou. Como qualquer outro organismo, a Unión de Ejidos La Selva precisa continuar a adaptar-se ou perecerá.

Ellen Contreras Murphy é coordenadora do Serviço de Pesca e Vida Silvestre dos Estados Unidos para o Programa do México da Lei de Conservação de Terras Úmidas da América do Norte. De 1987 a 1996 trabalhou no Escritório de Aprendizagem e Divulgação da IAF. Seu artigo “La Selva e a atração magnética dos mercados: O cultivo orgânico do café no México” foi publicado em Desenvolvimento de Base em 1995 (Vol. 10/1).