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40º aniversário

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Afrolatin@ Experience

Como parte das comemorações do 40º aniversário, a
Fundação Interamericana patrocinou a “Afrolatin@
Experience: Um Exame da Identidade nas Américas”,
realizada de 7 a 13 de abril na Cidade de Nova York.
O evento reuniu Karen Vargas, da Organización de
Desarrollo Comunitario Étnico de Honduras (ODECO) e
Paola Ortíz Murillo, do Americas Afrodescendent Youth
Circle, juntamente com membros do afrolatin@ forum,
sediado em Nova York, para discutir a invisibilidade e
marginalização dos afro-latinos. Em uma série de programas
públicos em locais em toda a cidade, os jovens
ativistas de Honduras, Colômbia e Estados Unidos
compartilharam suas perspectivas e articularam a necessidade
de justiça social.

Cada evento focou um aspecto da experiência
afro-latina. A série começou no Borough of Manhattan
Community College com uma discussão da necessidade
crítica de imagens positivas, uma preocupação do
ativismo afro-latino em todas as partes. A Vargas e Ortiz
uniu-se Guesnerth Josué Perea, membro do afrolatin@
forum e cofundador do AfroColombia NY, que destaca
as contribuições de afro-colombianos à identidade
colombiana. A seguir, os painelistas intercambiaram
opiniões no Hostos Community College em Bronx, um
campus universitário da cidade no qual estudantes da
diáspora africana figuram entre os mais diversificados
do país. Após uma calorosa acolhida por Félix Matos
Rodríguez, Presidente do colégio universitário, e Rita
DiMartino, membro do Conselho de Assessores da IAF,
os painelistas discutiram a importância dos dados do
censo para quantificar as condições da vida de pobreza
da grande maioria dos afro-descendentes. Entre as
dificuldades de colher informações confiáveis está a
relutância de muitos indivíduos pesquisados em se identificar
como afro-descendentes.

Visibilidade e identidade foram os temas no El
Museo del Bairro, instituição cultural latina de destaque
da Cidade de Nova York. A Vargas e Ortíz juntaram-se
Maritza Straughn-Williams, antropóloga panamenhoamericana,
e José Francisco Ávila, ativista comunitário
garifuna, da Coalición Garifuna, em um bate-papo que
destacou as peculiaridades das respectivas comunidades.
Ávila, que chegou aos Estados Unidos em meados da
década de 1960, ressaltou o significado movimento em prol dos Direitos Civis para o desenvolvimento da própria
conscientização. O diálogo comunitário cedeu lugar
a um estrondoso espetáculo de dançarinos e músicos do
Hechu Garinagu, um dos melhores conjuntos culturais
garifunas da Costa Leste.

No Centro Cultural Caribenho Ortíz e Vargas falaram
de seu ativismo comunitário. A série encerrou-se com um
painel sobre questões educacionais, realizado no Centro
de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos da New York
University. Esse intercâmbio internacional proporcionou
uma excelente oportunidade para todos os participantes
e confirmou o importante papel dos organizadores
de base em todas as Américas. “Rumo à plena inclusão:
A Fundação Interamericana e os Afro-descendentes do
Hemisfério”, uma exposição fotográfica que acompanhou
o evento, continuou no Hostos Communituy College até
junho. —Miriam Jiménez, fundadora do afrolatin@ forum