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40°Aniversário

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“Não vá por onde o caminho possa levar; em vez disso, vá por onde não haja caminho e deixe uma trilha.” —Ralph Waldo Emerson

Em 30 de dezembro de 1969, o Congresso dos Estados Unidos aprovou a lei que criou a Fundação Interamericana. Em uma época em que poucos consideravam os setores pobres como força potencial para o desenvolvimento, um órgão público novo dos EUA foi encarregado de abrir caminho em um território inexplorado: o crescente complexo de grupos de base e organizações não-governamentais da América Latina e do Caribe. A lei de criação da IAF, codificada como 22 U.S.C. §290f, surpreende pela brevidade e ênfase nos resultados em vez dos processos. Como assinalou William Dyal, Presidente fundador da IAF, “quando a IAF começou a operar, não havia um roteiro a seguir porque não havia rotas definidas”.

Em retrospectiva, porém, era quase de se prever que coubesse à IAF os detalhes da realização de suas metas ambiciosas. Durante sua década no cargo, Bill Dyal construiu a IAF a partir do zero e o fez à sua maneira. Em cada marco conquistado pela IAF, foi comemorada esta orientação vital e infalível e aqui a comemoramos novamente. Dyal estava convencido de que o financiamento do desenvolvimento deveria responder às necessidades das pessoas, que as melhores soluções muitas vezes par-tem da comunidade, que pequenas doações podem fazer grandes diferenças e que o conhecimento recolhido deve ser divulgado. Em 1980, um ano depois da saída de Dyal da IAF, o Congresso dos Estados Unidos transformou estes e outros de seus princípios característicos em um mandato para o desenvolvimento de base—na África. A Lei de Criação da Fundação para o Desenvolvimento em África, codificada como 22 U.S.C. §290h, menciona o “enfoque bem-sucedido para o desenvolvimento” da IAF, explicitamente dispõe a criação de uma nova fundação à imagem e semelhança da IAF, adaptada à África, e in-corpora um “roteiro” baseado claramente nos ideais de Dyal.

Desenvolvimento de Base 2009 comemora o 40º aniversário da Lei de Ajuda Externa de 1969 e uma visão reiteradamente validada pelos donatários da IAF. Estas organizações por si mesmas demonstraram ser pioneiras. Os perfis de quatro das mais notáveis, apresentados neste número, foram tirados das quatro décadas de trabalho da IAF. Os demais artigos estão generosamente salpicados de exemplos adicionais. Cumpre notar também que alguns de nossos autores são por si mesmos pioneiros— David Bray em empresas silvícolas administradas por comunidades; Kevin Healy nos valiosos recursos para o desenvolvimento que oferecem as culturas indígenas; e Marion Ritchey Vance na área complexa de avaliar o impacto total de fundos investidos no nível de base.

O 40º aniversário da legislação que nos criou acarretará em breve outros 40º aniversários, notadamente o de nossa primeira doação em novembro de 1971. Quando em 1991 se comemorou o 20º aniversário desse evento, a IAF, então com 73 funcionários e um orçamento pouco superior a US$37 milhões, era um dos órgãos federais menores. Ainda menor hoje, com um orçamento de US$29 milhões e 47 funcionários, não obstante temos mantido o ritmo do apoio financeiro. Para os interessados em atribuir cifras aos nossos últimos 40 anos, ao encerrarmos o exercício financeiro de 2009 teremos concedido cerca de 4.850 doações, em um valor aproximado de US$650 milhões.

Naturalmente, as cifras não mostram como os donatários da IAF, com estas doações modestas, mudaram a vida das pessoas. Coube a esta revista narrar a história de suas ideias criativas, seu trabalho árduo e crescentes ambições que muitas vezes têm produzido resultados muito depois de terminado o financiamento concedido pela IAF. Estas narrativas explicam por que o enfoque de base, comprovado durante mais de 40 anos, é considerado o modo mais eficaz de prestar assistência externa. Simplesmente porque funciona.