You are viewing archived content
of the Inter-American Foundation website as it appeared on June 1, 2018.

Content in this archive site is NOT UPDATED.
Links and dynamic content may not function, and downloads may not be available.
External links to other Internet sites should not be construed as an endorsement of the views contained therein.
Go to the current iaf.gov website
for up-to-date information about community-led development in Latin America and the Caribbean.

Combatendo a violência baseada no gênero

Print
Press Enter to show all options, press Tab go to next option
women rights activists

Há 25 anos, o Núcleo de Apoyo a la Mujer (NAM) lidera a luta contra a violência doméstica na região de Cibao, República Dominicana, fornecendo serviços jurídicos e chamando a atenção do público para esse flagelo.  

Entre as milhares de mulheres que NAM ajudou encontra-se Mayra (não é seu nome verdadeiro), que ficou órfã aos 2 anos e se tornou mãe aos 14. Mayra foi morar com um homem muito mais velho e aos 17 anos já tinha outros dois filhos. Ele a forçava a trabalhar em sua propriedade e viver numa cabana, onde recebia tratamento cruel. Quando ela tentava fugir, ele ficava mais violento. Um dia, uma mulher que também havia sido vítima de abuso e suspeitava da situação encontrou Mayra inconsciente depois de uma surra e a levou a uma delegacia. As mulheres registraram a queixa, o homem foi preso e Mayra foi admitida em um dos dois abrigos para mulheres vítimas de violência que existem na República Dominicana. Mas a solução foi apenas temporária e o ciclo de violência recomeçou. O homem acabou recebendo a guarda das três crianças e Mayra, que não tinha um advogado para defendê-la, foi intimada a pagar US$ 120 por mês de pensão alimentícia. Já que não podia pagar, foi parar na prisão, onde NAM a encontrou. Pagou a fiança e expôs publicamente a injustiça da situação de Mayra, forçando o tribunal a reconsiderar a sentença. A decisão da guarda está sendo reexaminada e o pagamento da pensão alimentícia foi reduzido para US$ 12. Enquanto isso, com ajuda de NAM, Mayra mudou-se para a casa de uma amiga.

NAM está usando a doação da IAF para desenvolver duas redes regionais de organizações dedicadas a pôr um fim à violência contra as mulheres e assegurar a aplicação das leis que NAM ajudou o governo dominicano a redigir em 1997. A doação também permite que NAM amplie os serviços nas cidades de Santiago e Moca e estenda-os para áreas rurais. NAM trabalha com o Ministério da Mulher e a Procuradoria para capacitar advogados, representantes de organizações de base e funcionários do governo sobre os direitos das vítimas de violência doméstica. O objetivo é fazer com que não se repitam erros judiciários como o que aconteceu com Mayra. − Dana C. Preston, estagiária da IAF e NAM.