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Afrodescendentes

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Desde longa data a América Latina é vista em termos de suas raízes espanholas e indígenas, uma visão que obscurece uma herança africana significativa. Estatisticamente, os 150 milhões de afrodescendentes da América Latina e do Caribe constituem um terço da população da região, mas também abrangem quase 50% de seus pobres. Para muitos afrodescendentes, o ciclo paralisante da pobreza é complicado pelo isolamento, exclusão e discriminação.

Os afrodescendentes sempre estiveram bem representados entre os beneficiários dos projetos da IAF e algumas populações de beneficiários são formadas exclusivamente por afrodescendentes. Recentemente, à medida que os afrodescendentes lutam pela sua identidade em números cada vez maiores, a IAF assumiu uma posição de liderança entre os doadores, apoiando as iniciativas de desenvolvimento de base de organizações de afrodescendentes tanto incipientes como estabelecidas. Além disso, a IAF tem apoiado conferências, atividades educacionais e oportunidades de criação de redes com diversas organizações que representam afrodescendentes.

Projetos recentes

Muitos afro-equatorianos vivem nas províncias de Esmeraldas e Carchi, nas quais a Fundación para el Desarrollo de Alternativas Comunitarias de Conservación del Trópico (ALTROPICO) trabalha com 10 pequenas empresas dirigidas pela comunidade para aumentar a renda e reduzir a dependência de mutuantes exploradores mediante o fortalecimento de bancos comunitários. Desde que recebeu seu primeiro desembolso, a ALTROPICO treinou mais de 900 afro-equatorianos que representam mais de 40 bancos comunitários em gestão financeira, contabilidade básica e importância do crédito e poupança. Os bancos elevaram o número de seus afiliados a mais de 1.300 e o seu capital total de empréstimos a US$ 175.000. A maioria dos empréstimos concedidos são investidos em insumos agrícolas, tais como sementes e fertilizantes.

A Federación Nacional de Organizaciones No Gubernamentales para el Desarrollo de las Comunidades Afrocolombianas (FEDEAFRO) recebeu um subsídio da IAF para realizar pesquisas utilizando o censo nacional colombiano para avaliar a alocação de recursos públicos para serviços sociais em determinadas comunidades de afro-colombianos e indígenas nos municípios de Cali e Buenaventura. Estudantes afro-colombianos e indígenas estão recebendo treinamento para se tornarem assistentes de pesquisas. Receberam também uma doação complementar para produzir um livro e um vídeo baseados na pesquisa.

A Sustainable Harvest International–Belize ajuda 250 agricultores descendentes de indígenas, Garifuna e Creole a gerenciarem suas propriedades agrícolas de forma sustentável mediante a aplicação de métodos agrícolas compatíveis com o uso responsável do meio ambiente e os está ajudando a comercializar suas colheitas para aumentar a renda.

A Fonkoze trabalha com membros do Haitian Home Town Associations Resource Group (HHTARG) em Boston, Nova York e Miami para proporcionar subdoações-piloto a grupos de base e a pequenas e médias empresas no Haiti. Aplicando esta experiência, a Fonkoze e a HHTARG estão estruturando um fundo de investimento comunitário que canalizará recursos da diáspora ao desenvolvimento de base no Haiti.

A Fundación Proyecto Paria (FPP) está empenhada em aumentar a renda de agricultores venezuelanos, a maioria afrodescendentes, treinando-os em métodos de agricultura orgânica que deverão conduzir à certificação e ajudando-os a formar uma associação capaz de comercializar diretamente o seu cacau para exportação. Os agricultores relatam que aumentaram o retorno de seu produto de US$ 4,65 a US$ 6,05 por quilo.