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México

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Carteira atual

Donatários ativos: 29

Recursos da IAF: US$6.259.994

Contrapartida: US$13.627.545

Investimento total: US$19.887.539

Áreas de ênfase: Agricultura (orgânica, comércio justo), museus comunitários, responsabilidade social das empresas, programas de crédito, educação, desenvolvimento de empresas, conservação ambiental (gestão de florestas, uso do solo), inclusão de indígenas.

Novas doações

Ñepi Behña Asociación Civil (Ñepi Behña), US$220.085 por três anos; contrapartida comprometida: US$168.203.

Ñepi Behña, uma organização não governamental, e Ya Muntsi Behña, uma cooperativa de 250 mulheres de Hidalgo, vão desenvolver sua empresa conjunta que opera com os princípios do comércio justo, mediante capacitação, aplicação de uma nova estratégia para atingir nichos de mercado e a participação de 520 fornecedoras dos estados de Chiapas, Puebla, México e Hidalgo e do Distrito Federal. (ME-515)

Unión de Museos Comunitarios de Oaxaca, A.C. (UMCO), US$145.134 por três anos; contrapartida comprometida: US$353.433.

A UMCO vai colaborar com escolas primárias e secundárias para desenvolver a liderança, habilidades técnicas e identidade cultural de crianças e adolescentes em 15 comunidades rurais de Oaxaca mediante uma série de workshops, festivais, intercâmbios e exposições. As atividades vão envolver 2.700 crianças, 500 adolescentes e 300 adultos. (ME-516)

Comunidad y Biodiversidad, A .C
., US$266.232 por três anos; contrapartida comprometida: US$405.414.

A COBI vai trabalhar com uma cooperativa de pesca em Quintana Roo para administrar uma reserva marinha comunitária, restaurar seus recifes e beneficiar pescadores tradicionais e empresas locais de turismo. O projeto vai envolver diretamente 230 pescadores e membros de suas famílias e beneficiar 5.000 habitantes de aldeias em Quintana Roo. (ME-517)

Grupo Autónomo para la Investigación Ambiental, A.C. (GAIA), US$218.080 por três anos; contrapartida comprometida: US$458.637.

O GAIA vai trabalhar em Tabasco com 210 moradores de sete ejidos, ou comunidades indígenas, organizados como Unión de Ejidos de la Sierra de Huimanguillo (UNESIH) para administrar recursos naturais e um território que inclui 12.722 hectares usados para agricultura, pecuária e silvicultura. (ME-518)

Instituto Mora (IM), US$121.980 por dois anos; contrapartida comprometida: US$264.122.

O IM vai executar um programa de capacitação para preparar 40 jovens de 22 a 29 anos para cargos de liderança em fundações comunitárias. O programa vai oferecer cursos num ambiente tradicional e online, estágios nas fundações e a oportunidade de pesquisar as prioridades das fundações. Cerca de 700 funcionários das fundações e voluntários devem ser beneficiados indiretamente. (ME-519)

Fondo Acción Solidaria, Asociación Civil
(FASOL), US$360.000 por três anos; contrapartida comprometida: US$2.869.100.

O FASOL vai conceder 350 subdoações de até US$6.000 a organizações de base e não governamentais envolvidas em desenvolvimento e conservação e fornecer assistência técnica. Ao menos 7.000 mexicanos devem ser beneficiados diretamente. (ME-520)

Doações suplementares

Innovación y Apoyo Educativo, A.C.
(IAE), US$52.750; contrapartida comprometida: US$101.250.

IAE vai fortalecer cinco conselhos estudantis em escolas de Chiapas e quatro Consejos Comunitarios de Participación Social en la Educación (COCOPASE) cujos membros, escolhidos entre professores, pais e alunos, trabalham para melhorar a educação. Os estudantes aprenderão mutuamente durante os intercâmbios e podem solicitar subdoações para financiar suas propostas de melhoramento das escolas. (ME-488-A4)

Centro de Formación Integral para Promotores Indígenas A.C.
(CEFIPI), US$85.351 por seis meses; contrapartida comprometida: US$78.548.

O CEFIPI vai capacitar indivíduos que ajudarão no monitoramento da aplicação de práticas compatíveis com o uso responsável do meio ambiente em comunidades indígenas nos municípios de Chilón, Xihtalhá, Salto de Agua, Sitala, Palenque, Ocosingo, Yajalón, Simojovel e Pantelho. Seus funcionários vão trabalhar com dois ejidos para resolver disputas e desenvolver planos de uso do solo. (ME-489-A2)

Sistema Comunitario para Manejo y Resguardo de la Biodiversidad de Oaxaca, A.C
. (SICOBI), US$42.528 por nove meses; contrapartida comprometida: US$27.220.

O SICOBI, que representa nove comunidades, vai continuar trabalhando na bacia de Copalita-Zimatan-Huatulco no sul de Oaxaca para promover o desenvolvimento econômico e a biodiversidade, além de avaliar e divulgar sua experiência. (ME-496-A3)

Consejo Civil para la Silvicultura Sostenible
(CCMSS), US$108.900; contrapartida comprometida: US$430.830.

O CCMSS vai fornecer capacitação e assistência técnica para que os agricultores organizados em ejidos e outras formas de comunidade tenham acesso ao fundo ambiental desenvolvido com apoio da doação inicial da IAF. (ME-505-A1)

Foco no patrimônio e no futuro

“Há mais museus aqui do que se pode explicar: museus dedicados a selos, escultura pré-colombiana, história cultural da região, artistas contemporâneos, sítios arqueológicos,” escreveu Edward Rothstein em “The Past Has a Presence Here,” um artigo sobre Oaxaca publicado no New York Times em 28 de junho de 2012.

Museus comunitários têm surgido em Oaxaca desde 1985, quando os habitantes de Santa Ana del Valle encontraram objetos fúnebres zapotecas. Em vez de entregá-los ao Instituto Nacional de Antropologia e História, fundaram um museu, Shan-Dany, para abrigar esses e outros tesouros. Por mais de duas décadas, os habitantes de outras comunidades mestiças e indígenas zapoteca, mixteca, chatina, mixe e chochotelce reformaram prédios municipais, mercados, fazendas abandonadas, até mesmo uma construção do século 16 para abrigar exposições documentando a vida local e suas tradições. As comunidades indígenas em geral seguem os usos e costumes, práticas seculares reconhecidas pela lei mexicana, para designar os indivíduos que servem nos comitês que administram os museus e asseguram seu êxito e sustentabilidade. Os museus revitalizaram a cultura local, promoveram o turismo e inspiraram iniciativas semelhantes no México e na América Central. Também são um “ponto de encontro para a população e centro de energia comunal,” escreveu o antropólogo Jeffrey Cohen na revista Practicing Anthropology.

Há mais de uma década, os museus locais formaram a Unión de Museos Comunitarios de Oaxaca (UMCO). Uma doação da IAF à UMCO em 1997 financiou um centro que continua a capacitar mexicanos e estrangeiros nas habilidades necessárias para criar e operar instalações que mostrem e preservem o patrimônio de suas respectivas comunidades. A UMCO vai usar a doação para focalizar o futuro, expondo crianças e adolescentes marginalizados à arqueologia, contação de histórias, teatro, técnicas de tecelagem indígenas e medicina tradicional. Os jovens aprenderão técnicas de entrevista e fotografia digital para que possam registrar a experiência dos anciãos e documentar a vida comunitária. Todos os participantes aplicarão o que aprenderem em projetos que incorporam aspectos do seu patrimônio cultural. Além de trabalhar com escolas primárias e secundárias, a UMCO vai colaborar com o Fórum de Oaxaca para Crianças, a Secretaria de Cultura e Artes de Oaxaca e o INHA. As discussões entre os estudantes e os adultos que atuam nos comitês dos museus devem enriquecer um diálogo entre gerações com entendimento mútuo e assegurar que no futuro as pessoas continuem a visitar os museus e a fazer parte dos comitês. Para obter mais informações, visite www.museoscomunitarios.org.

Gabriela Boyer, representante da IAF