You are viewing archived content
of the Inter-American Foundation website as it appeared on June 1, 2018.

Content in this archive site is NOT UPDATED.
Links and dynamic content may not function, and downloads may not be available.
External links to other Internet sites should not be construed as an endorsement of the views contained therein.
Go to the current iaf.gov website
for up-to-date information about community-led development in Latin America and the Caribbean.

Honduras

Print
Press Enter to show all options, press Tab go to next option
Carteira atual

Donatários ativos: 8

Recursos da IAF: US$1.958.896

Contrapartida: US$2.535.189

Investimento total: US$4.494.085

Áreas de ênfase: Agricultura (diversificação de lavouras), acesso a crédito, conservação,

educação, desenvolvimento de empresas, inclusão de indígenas e jovens.

Novas doações

Cooperativa Femenina de Producción Agropecuaria Alianza Limitada (COFEPROAL), US$101.510 por quatro anos; contrapartida comprometida: US$40.590.

A COFEPROAL vai abrir e operar uma loja em La Esperanza, capital do departamento de Intibucá para vender artigos para tecelagem e outras mercadorias e comercializar artesanato indígena por atacado. (HO-255)

Organización para el Empoderamiento de la Juventud (OYE Adelante Jóvenes), US$127.970 por três anos; contrapartida comprometida: US$342.649.

OYE Adelante Jóvenes vai desenvolver programas de arte para jovens em risco, uma revista e emissões radiofônicas mediante compra de equipamento, capacitação e estágios. Além disso, vai trabalhar para que essas atividades se tornem autossuficientes de modo a poderem continuar beneficiando os jovens vulneráveis e a comunidade de El Progreso. (HO-256)

Alternativas para os jovens em El Progreso

Com um índice de homicídios que chegou a 86 por 100.000 habitantes no ano passado, Honduras é considerado um dos países mais perigosos do mundo. Em 2011, San Pedro Sula, o maior centro urbano, ficou no topo da lista das cidades mais violentas das Américas, segundo um artigo publicado em janeiro na Christian Science Monitor. As gangues, que parecem ser em maior número que a polícia e mais bem armadas, cobra um “imposto de guerra” de pequenas empresas e realiza um lucrativo tráfico de narcóticos, armas e pessoas. A onda de crime, que um ex-embaixador americano chamou de tsunami, se espalha até El Progreso, uma espécie de cidade satélite. A má distribuição de riqueza e um mercado de trabalho estagnado empurraram a maioria das famílias de El Progresso para baixo da linha de pobreza e muitos jovens abandonam a escola para ajudar suas famílias.

A Organización para el Empoderamiento de la Juventud (OYE Adelante Jóvenes) trabalha em El Progreso desde 2005 para assegurar que 400 moradores de 12 a 25 anos continuem seus estudos para que seu futuro apresente alternativas positivas ao crime, drogas e prostituição. A maioria desses rapazes e moças vem de famílias com apenas um dos pais que ganha entre US$100 e US$150 por mês; alguns têm que viver com os avós ou parentes distantes. OYE os incentiva a ficar na escola e assistir às aulas. Pequenas bolsas de estudo proporcionam aos estudantes oportunidades de suplementar a oferta desigual do sistema educacional. Os jovens podem escolher entre programas extracurriculares que enfatizam esportes, conservação, arte de rua e performances, ou serviço comunitário com voluntários do exterior que mantêm as escolas em boas condições. Outras opções incluem o trabalho na revista de OYE e seu programa radiofônico online.

OYE faz um esforço para envolver os pais nas escolas dos filhos e proporciona informação regular sobre o progresso do programa. Além disso, colabora com ONGs e empresas. OYE vai usar a doação da IAF para fortalecer seus programas, capacitar seus funcionários e estudantes em habilidades de gestão e também lançar uma série de estágios em mídia impressa e radiodifusão. Para seguir a carreira de jornalista, é preciso compromisso e coragem. Mais de 20 jornalistas hondurenhos foram mortos nos últimos três anos e poucos desses homicídios foram solucionados. Inabalados por essa triste estatística, os funcionários, apoiadores e jovens participantes de OYE mantêm sua crença de que uma imprensa livre e sem medo é crucial para reduzir a violência e criar um ambiente mais estável, para que os jovens de El Progreso tenham oportunidades.

John Reed, representante da IAF