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Equador

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Carteira atual

Donatários ativos: 9

Recursos da IAF: US$1.847.325

Contrapartida: US$1.739.570

Investimento total: US$ 3.586.895

Áreas de ênfase: Agricultura, expressão cultural, desenvolvimento de empresas, inclusão de afrodescendentes.

Novas doações

Fundación para la Vida Sostenible Yanapuma (Fundación Yanapuma), US$207.600 por quatro anos; contrapartida comprometida: US$335.400.

A Fundación Yanapuma vai trabalhar com quatro comunidades indígenas tsáchila nas proximidades de Santo Domingo de las Tsáchilas para cultivar cacau e hortas familiares usando métodos compatíveis com o uso responsável do meio ambiente, comercializar sua produção e começar a fazer pasta e doce de cacau. O projeto vai beneficiar 130 agricultores e 650 membros de famílias. (EC-425)

Agrupación Afro-Ecuatoriana “Mujeres Progresistas” (AAMP), US$186.700 por quatro anos; contrapartida comprometida: US$210.050.

A AAMP vai construir um centro para abrigar três novas empresas comunitárias no bairro pobre de Comunidad Nigeria, Isla Trinitaria, em Guayaquil: um restaurante com sala de conferências, um salão de beleza e um albergue. Devem ser beneficiados diretamente os 300 membros da AAMP e indiretamente 5.000 membros de famílias e vizinhos. (EC-426)

Fundación de Organizaciones Campesinas de Salinas (FUNORSAL), US$307.750 por três anos; contrapartida comprometida: US$383.800.

A FUNORSAL vai expandir Hilandería Intercomunal Salinas (HIS), sua empresa modelo que produz fios de qualidade industrial, para outros seis locais. Ela vai trabalhar com os moradores, que incluem 480 criadores indígenas de ovelha e alpaca, para melhorar o rebanho, lançar empresas e se organizar como comunidades. O projeto deve beneficiar 1.000 famílias nas províncias de Bolívar, Tungurahua e Chimborazo. (EC-427)

Mudança para preservar um estilo de vida

Os 2.500 indígenas tsáchila do Equador vivem em sete aldeias localizadas na encosta ocidental dos Andes, onde as montanhas se encontram com a planície costeira. Nos últimos 30 anos, eles cultivaram banana-da-terra e feijão destinados ao mercado de Santo Domingo de las Tsáchilas, a capital da província. Os indígenas usam o dinheiro para comprar alimentos e tomam empréstimos para financiar suas lavouras, inclusive para a compra de fertilizantes que degradam as terras que lhes restaram. A urbanização já chegou à beira do território ancestral dos tsáchila e com ela o atrativo de melhores oportunidades na cidade. Os que saem da comunidade serão repudiados se voltarem; sem o desenvolvimento de sólidas opções econômicas em suas aldeias, jovens tsáchila se deparam com uma escolha cruel.

A Fundación para la Vida Sostenible Yanapuma (Fundación Yanapuma) trabalha para aliviar a pobreza e promover a gestão ambiental e educação em comunidades marginalizadas, financiada em parte com a receita de sua escola para estudantes europeus em período sabático. Em 2009, a Fundación Yanapuma recebeu uma pequena doação da IAF para capacitar um grupo de indígenas tsáchila no cultivo de cacau, com a expectativa de que promoveriam a lavoura entre outros agricultores. Na prática, isso foi difícil. As famílias tsáchila vivem isoladas umas das outras na floresta e não estão acostumadas a compartilhar seu conhecimento. Além disso, homens e mulheres cultivam separadamente, o que restringe ainda mais a transferência de conhecimento, mesmo dentro de uma família. A Fundación Yanapuma conseguiu se adaptar a essa situação usando lavouras de demonstração e se concentrando em mulheres e jovens, que são mais abertos à mudança. Em resultado, logo o cacau será cultivado em 40 hectares, além dos 12 hectares plantados originalmente.

A Fundación Yanapuma vai usar a nova doação da IAF para trabalhar com os tsáchila e transformar o cacau e as hortaliças em fontes confiáveis de renda. Ela vai capacitar 130 agricultores em quatro aldeias, que aprenderão a aplicar métodos orgânicos, desenvolver viveiros de árvores nativas para dar sombra aos cacaueiros e fazer pasta e doce de cacau. As hortas, lançadas mediante lavouras de demonstração nas proximidades das escolas, terão o benefício adicional de reduzir o custo dos alimentos. Os workshops se concentrarão na certificação das hortaliças como orgânicas e de comércio justo, bem como na preparação de alimentos e nutrição. A exposição a um aspecto em extinção de uma cultura antiga complementará a introdução das tecnologias modernas. Muitos jovens tsáchila não sabem identificar as plantas nativas associadas à medicina tradicional. Eles aprenderão com os anciãos a reconhecê-las e entender sua função, o que deve reforçar a reputação desse povo indígena como curandeiros e pode dar um selo de autenticidade aos novos produtos.

Marcy Kelley, representante da IAF