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Carteira atual

Donatários ativos: 32

Recursos da IAF: US$8.758.081

Contrapartida: US$15.816.543

Investimento total: US$24.574.624

Áreas de ênfase: Agricultura, conservação, responsabilidade social das empresas, desenvolvimento de empresas e inclusão de afrodescendentes, indígenas, mulheres e jovens.

Novas doações

Centro Ecológico (CE), US$347.400 por três anos; contrapartida comprometida: US$281.800.

O CE vai capacitar 300 agricultores do Rio Grande do Sul para diversificar e expandir a produção orgânica, inclusive com o plantio de árvores nativas, fornecer assistência técnica e ajudar os agricultores a desenvolver as instalações de processamento de suas cooperativas.
(BR-869)

Center for Digital Inclusion Amazônia (CDI), US$175.420 por 18 meses; contrapartida comprometida: US$273.790.

O CDI Amazônia vai oferecer capacitação prática em recondicionamento de computadores, com base em sua campanha para promover a conscientização acerca do lixo eletrônico, adicionar pontos de coleta e desenvolver sua empresa que vende computadores recondicionados. Seu trabalho, que também atingirá a área servida pelo CDI Pará, beneficiará 480 brasileiros diretamente e 1.050 indiretamente. (BR-870)

Instituto Fazer Acontecer
(IFA), US$209.030 por três anos; contrapartida comprometida:
US$301.695.

O IFA, que usa o esporte para promover o desenvolvimento comunitário, vai organizar capacitação para educadores, atividades educativas para jovens em áreas rurais da Bahia e fóruns sobre esportes na educação e o impacto social da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos. As atividades vão beneficiar 1.610 brasileiros diretamente e outros 10.000 indiretamente. (BR-871)

Centro de Tecnologias Alternativas Populares
(CETAP), US$280.935 por três anos; contrapartida comprometida: US$322.112.

O CETAP espera melhorar a produção e comercialização de produtos orgânicos cultivados por agricultores reassentados no noroeste do Rio Grande do Sul pelo programa de reforma agrária. Ele vai conectar esses agricultores a grupos urbanos interessados no processamento de produtos para venda. No total, 2.500 brasileiros devem melhorar sua renda. (BR-872)

Associação de Desenvolvimento Comunitário de Batayporã (ADEPORÃ), US$87.500 por dois anos; contrapartida comprometida: US$132.350.

A ADEPORÃ vai trabalhar com agricultores reassentados em Batayporã, Mato Grosso do Sul, em resultado da reforma agrária, para cultivar hortas em áreas ociosas ou degradadas e organizar uma cooperativa que forneça a atacadistas, programas de merenda escolar e órgãos do governo que distribuem alimentos para os pobres. Aproximadamente 500 famílias rurais, além de escolas e mercados locais, vão ser beneficiadas pelo aumento na disponibilidade de alimentos. (BR-873)

Associação de Cooperação Técnica para o Desenvolvimento Humano – Outro Olhar
(OUTRO OLHAR), US$301.890 por três anos; contrapartida comprometida: US$304.600.

Outro Olhar vai trabalhar com a Rede Solidária Popyguá, composta de representantes de comunidades guaranis em Santa Catarina e Paraná, para desenvolver microempresas, melhorar a infraestrutura, registrar a história oral, preservar o meio ambiente e reduzir a dependência da assistência pública. Cerca de 300 guaranis vão ser beneficiados diretamente. (BR-874)

Associação dos Remanescentes do Quilombo de Pombal
(ARQP), US$285.350 por três anos; contrapartida comprometida: US$462.230.

A ARQP vai trabalhar com 160 agricultores afrodescendentes reassentados pela reforma agrária em São Tiago, município de Santa Rita do Novo Destino, Estado de Goiás, para desenvolver o fundo de equipamento agrícola da associação e lançar uma cooperativa que compre produtos para venda por atacado. (BR-875)

A Casa Verde Cultura e Meio Ambiente
(Casa Verde), US$307.780 por três anos; contrapartida comprometida: US$739.624.

A Casa Verde vai trabalhar com comunidades quilombolas e agricultores assentados pela reforma agrária para melhorar a produção, reforçar as práticas tradicionais e preservar a biodiversidade nos estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Cerca de 1.000 famílias devem ser beneficiadas diretamente e outras 3.500 indiretamente. (BR-877)

Geledés Instituto da Mulher Negra
(Geledés), US$161.500 por três anos; contrapartida comprometida: US$393.530.

Geledés vai capacitar 120 mulheres afrodescendentes de bairros marginalizados de São Paulo para fornecer informações sobre violência doméstica, atenção à saúde, sistema judiciário e disponibilidade de serviços jurídicos para vítimas de discriminação com base no gênero ou raça ou outras violações dos direitos civis básicos. (BR-878)

Cooperativa de Agricultores Ecológicos do Portal da Amazônia
(Cooperagrepa), US$43.000 por um ano; contrapartida comprometida: US$29.500.

A Cooperagrepa vai desenvolver um plano para organizar agricultores em municípios no norte de Mato Grosso e ajudá-los a produzir e comercializar frutas e hortaliças certificadas como orgânicas. (BR-879)

Doações suplementares

Centro Nordestino de Medicina Popular (CNMP), US$15.800; recursos de contrapartida
comprometida: US$970.

O CNMP organizou um seminário regional para representantes de comunidades do Nordeste nas quais trabalhou para reduzir os riscos sanitários, incentivar a participação cívica e desenvolver fontes alternativas de renda. Os temas incluíram o apoio a atividades em andamento. (BR-835-A3)

Centro de Apoio Sócio-Ambiental (CASA), US$48.045; contrapartida comprometida: US$236.047.

Paralelamente à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), o CASA organizou um workshop para 40 representantes de grupos de base para debater questões, compartilhar experiências e usar a mídia social para criar uma comunidade online que continue o intercâmbio após a conferência. (BR-846-1)

Federação de Instituições Beneficentes
(FIB), US$126.335; contrapartida comprometida: US$200.325.

A FIB vai realizar quatro workshops sobre capacitação de trabalhadoras de construção direcionados a representantes da sociedade civil, governo e empresas do Estado do Rio de Janeiro; desenvolver uma base de dados online para melhorar o índice de contratação de suas formandas pelas construtoras e produzir uma publicação sobre o Projeto Mão na Massa. (BR-855-2)

Fundação de Defesa dos Direitos Humanos Margarida Maria Alves
(FDDHMMA), US$55.930; contrapartida comprometida: US$42.690.

A FDDHMMA vai incluir a mediação em seu curso para especialistas jurídicos, estender a capacitação para comunidades rurais da Paraíba e continuar a oferecer o curso completo na cidade de João Pessoa. (BR-861-A1)

Lixo eletrônico: a nova onda de reciclagem

Segundo o Brasil Quarterly PC Tracker de 2011, os brasileiros compram mais de 8,5 milhões de computadores pessoais anualmente e o país lidera as economias emergentes na produção de lixo eletrônico: aparelhos eletrônicos e peças descartadas porque sofreram desgaste, se tornaram obsoletos ou foram simplesmente substituídos por modelos mais novos. A presença de chumbo e outras toxinas faz da acumulação do lixo eletrônico um grave risco para o meio ambiente e a saúde humana.

O Center for Digital Inclusion (CDI), com sede no Rio de Janeiro, é pioneiro no movimento que expandiu o acesso a tecnologias e aplicações digitais. Fundada em 1995, a organização abrange uma rede de 816 centros autônomos localizados em comunidades de toda a América Latina. Há mais de 10 anos, a filial no Estado do Amazonas, o Center for Digital Inclusion Amazônia (CDI Amazônia), usa tecnologia da informação para promover a participação comunitária no desenvolvimento de base. O CDI recebe apoio das escolas e empresas locais, bem como da organização britânica sem fins lucrativos Computer Aid International e das subsidiárias brasileiras da Coca Cola, Royal Phillips Electronics e Microsoft. Essas parcerias resultaram numa semana de “Descarte Responsável” que anualmente desperta conscientização acerca do lixo eletrônico e inclui campanhas maciças de coleta de materiais.

Mais recentemente, o CDI Amazônia começou especificamente a abordar o risco do lixo eletrônico em Manaus; com a doação da IAF, vai dar um novo sentido ao conceito de reciclagem, capacitando jovens na reutilização segura de materiais e, com seus atuais parceiros e a Zona Livre de Manaus, ajudar os capacitados a encontrar emprego. A doação também financiará pontos de coleta de lixo eletrônico no Amazonas, a continuação da semana de “Descarte Responsável” e o desenvolvimento da empresa do CDI Amazônia que vende computadores recondicionados. Essas soluções criativas serão compartilhadas com o CDI Pará, que recentemente introduziu a reciclagem de lixo eletrônico. O CDI Pará tem 26 centros em 11 municípios no estado vizinho, que oferecem serviços básicos de saúde e capacitação em tecnologia da informação e gestão de bibliotecas a mais de 22.000 brasileiros. A doação da IAF ao CDI Amazônia permitirá que os moradores do Pará aprendam a transformar lixo eletrônico em artesanato e lançar uma campanha para promover a conscientização pública.

Embora a IAF tenha um sólido histórico com reciclagem comunitária, a iniciativa do CDI Amazônia, que incorpora uma nova população-alvo e diferentes materiais, representa a próxima onda. Uma lei aprovada em julho de 2011 prevê a profissionalização de catadores tradicionais de resíduos, um momento crítico no movimento de reciclagem que coincide com a necessidade de administrar o lixo eletrônico.

Amy Kirschenbaum, representante da IAF