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Mensagem do Presidente do Conselho Diretor

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Sempre que apresento o relatório anual da Fundação Interamericana, me deparo com uma vívida recordação dos esforços envidados neste continente, o contexto em geral desencorajador e a vasta diversidade da América Latina e do Caribe. Por trás de cada doação concedida pela IAF, encontram-se pessoas lutando nas margens que se organizaram para melhorar. Para muitos, o trabalho realizado para alcançar suas metas ambiciosas requer o combate à desigualdade, desemprego, ameaças ao meio ambiente, exclusão e violência crônica: temas difíceis da agenda global que desafiam autoridades e organizações com muito mais recursos. No entanto, de alguma maneira os cidadãos mais afetados estão descobrindo que podem provocar mudanças no lugar em que vivem.

Mencionarei apenas duas questões urgentes que resultaram em algumas das dezenas de soluções criativas descritas neste relatório. A primeira é a necessidade de proteger o meio ambiente. Muitos planos para elevar o padrão de vida de comunidades carentes têm algo em comum: a conscientização acerca da relação entre a pressão sobre os recursos ambientais e o potencial para uma vida melhor. Esses planos deixam clara sua intenção de assegurar que os ecossistemas e ativos naturais valiosos não sejam sacrificados em nome do desenvolvimento. Eles enfatizam a restauração de florestas e bacias, o turismo benigno, a agricultura responsável e, até mesmo, o tratamento seguro de resíduos eletrônicos. A segunda questão é a violência que arruína vidas e destrói comunidades. Organizações corajosas, algumas trabalhando em lugares extremamente perigosos, estão se mobilizando contra a violência nas casas e nas ruas e abordando a pobreza, exclusão e impunidade que se encontram na raiz dos problemas que exigem solução.

O enfoque da IAF para apoiar esses e outros projetos baseia-se em escutar o que os marginalizados e excluídos têm a dizer e responder diretamente a eles com o modesto investimento de que necessitam para superar as circunstâncias. Louvo a força e compromisso dos funcionários da IAF que souberam escutar. Seu foco não é abstrato; eles focalizam as pessoas. As decisões sobre financiamento que eles tomam exigem idealismo temperado com rigor e pragmatismo.

O conselho diretor encara o futuro consciente de que cada item do orçamento federal será examinado durante as próximas discussões, inclusive a ajuda externa, que representa apenas 1% do total. Somente uma fração ínfima dessa pequena quantia é alocada à IAF para investimento em iniciativas que promovem mudanças positivas. Há muito reconhece-se que o desenvolvimento de base aproveita ao máximo os recursos limitados e atribui o comando a cidadãos comuns. Recentemente, numa declaração conjunta com a IAF, a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional reconheceu a função complementar que a Fundação Interamericana exerce nos esforços de ajuda do nosso país ao desenvolver comunidades prósperas, os “elementos necessários para democracias resilientes”. Os americanos podem se sentir orgulhosos desse enfoque sólido para a assistência externa que demonstra um compromisso sincero com os povos da América Latina e do Caribe.

Esta mensagem não estaria completa sem reconhecer, em particular, os 12 anos produtivos em que Kay Arnold trabalhou conosco, inclusive sua liderança como presidente e vice-presidente em 2000 e 2001. Ao terminar seu segundo mandato, ela concordou em continuar trabalhado conosco até que o Senado dos Estados Unidos confirmasse a pessoa indicada pelo Presidente Obama. Desde abril estamos trabalhando com dois novos membros dedicados e cativantes, Eddy Arriola e Kelly Ryan, e com Kay Arnold em sua nova função como vice-presidente de nosso robusto e dedicado conselho assessor.

Quando o Presidente Barack Obama me confiou a tarefa de presidir o conselho diretor da IAF há quatro anos, aceitei a responsabilidade como uma honra e uma oportunidade de ajudar pessoas trabalhadoras a transformar grandes ideias em algo duradouro. Posso confirmar que o resto do conselho compartilha essa aspiração. Avançamos nesse esforço trabalhando juntos com espírito de bipartidarismo e consenso que equilibra as perspectivas dos setores público e privado. Agradeço aos meus colegas do conselho o apoio prestado durante meu mandato de presidente e a contribuição de cada um à IAF e a uma diplomacia pública eficiente e sensível.

John P. Salazar
Presidente Interino do Conselho Diretor