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No Dia Mundial contra o Tráfico de Pessoas

Post Date:07/30/2015
No Dia Mundial contra o Tráfico de Pessoas examinamos uma organização da República Dominicana que está fazendo a diferença para prevenir a exploração de menores mediante parcerias com o setor privado.

De acordo com o último relatório emitido pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, o tráfico humano é uma indústria que rende US$ 150 bilhões por ano, superando a renda da General Motors para 2014. O comércio escravagista contemporâneo explora milhões de pessoas no mundo inteiro, muitos delas crianças, forçadas ao trabalho sob condições de punição em bordéis, narcotráfico, estabelecimentos escravizantes e como vendedores de rua ou mendigos.

A República Dominicana é uma fonte de vítimas e um lugar de destino para elas. Em 1988 o Movimiento Para el Auto-Desarrollo Internacional de la Solidaridad (MAIS), membro da rede internacional Fim da Prostituição Infantil, Pornografia Infantil e Tráfico de Crianças com Finalidades Sexuais (ECPAT), foi fundado especificamente para proteger meninos, meninas e adolescentes desprotegidos em Puerto Plata, expandindo-se posteriormente em âmbito nacional. Praias primitivas, arquitetura vitoriana distintiva e visão majestosa das montanhas próximas outrora tornaram esta cidade no norte dominicano um centro turístico popular. Eclipsada por resorts de luxo e antigamente porto de escala de navios cruzeiros, Puerto Plata abriga agora uma infraestrutura em decadência, pobreza generalizada e negócios desesperados que prestam cada vez mais serviços a uma clientela interessada em turismo sexual. Para jovens obrigados a abandonar a escola para trabalhar, a pior forma de abuso e exploração infantis é um perigo claro e presente.

O MAIS instrui crianças, professores e pais, bem como membros da comunidade sobre os perigos da exploração sexual. Sua equipe profissional procura persuadir a indústria hoteleira a assinar um código de conduta destinado a prevenir tal exploração e capacita empregados a identificar situações que possam pôr as crianças em perigo. Os workshops também incluem taxistas, operadores de turismo, fornecedores e empreiteiros que trabalham nos hotéis. O MAIS realiza anualmente sessões de capacitação nos hotéis para assegurar que os novos empregados estejam conscientes a respeito dessas questões. Os empregados ou outras pessoas que, a seu juízo, creiam que um menor esteja correndo risco, recebem instruções sobre como contatar os gerentes de hotéis, os quais então determinam se as autoridades devem ser avisadas. Reconhecendo a relutância de certas autoridades em investigar quando se trata de turistas estrangeiros, o MAIS incentiva comunicar à embaixada pertinente qualquer atividade determinada como criminosa.

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Representante da AMResorts assina o código de conduta.

De acordo com Luis Mendez, Coordenador do MAIS, “as crianças que abandonam a escola são as que correm maior risco de sofrerem abuso ou exploração.” Por esta razão, em 2010 o MAIS solicitou financiamento da IAF a fim de oferecer a 300 estudantes que enfrentam dificuldades o apoio acadêmico de que necessitam para passar de uma série a outra e completar sua educação. Até esta data, mais de 500 estudantes foram beneficiados e outros 180 serão acrescentados no próximo ano letivo. O incentivo de Mendez a combater a exploração de crianças mediante a capacitação do pessoal visa a todas as organizações que trabalham com crianças por meio da educação, artes, esportes ou qualquer outra área. Abuso e exploração podem acontecer em qualquer lugar. Em todas as partes as crianças correm risco e podem precisar de ajuda. “Crianças deficientes são especialmente vulneráveis”, acrescentou Mendez. “Quando qualquer criança está em perigo, precisa falar com alguém e receber a orientação adequada.”

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Menino dominicano fazendo o dever da escola.

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