You are viewing archived content
of the Inter-American Foundation website as it appeared on June 1, 2018.

Content in this archive site is NOT UPDATED.
Links and dynamic content may not function, and downloads may not be available.
External links to other Internet sites should not be construed as an endorsement of the views contained therein.
Go to the current iaf.gov website
for up-to-date information about community-led development in Latin America and the Caribbean.

Blog

Print
Press Enter to show all options, press Tab go to next option

O adorável mundo do cacau e do chocolate no Equador

Ginger Deason*

By Inter-American Foundation on Comment

Recentemente, recebi um e-mail de um de nossos parceiros financiados no Equador, a Asociación de Producción de Cacao y Derivados Aromas del Sur (ASOPROMAS). Carlos, o coordenador do projeto, estava confirmando que havia recebido meu e-mail com uma pergunta sobre o projeto. Não era nada fora do comum. Mas ele foi em frente, me contando sobre o treinamento que eles haviam tido sobre a melhoria da qualidade e sabor do chocolate foi fantástico, e que ele e o resto do grupo estavam mais motivados do que nunca depois daquele workshop. Ele encerrou o e-mail escrevendo “muy lindo el mundo del cacao y chocolate” (o mundo do cacau e do chocolate é muito bonito”). Isso me fez sorrir e também entendi algo importante: O mundo de Carlos é realmente um mundo de chocolate e cacau, e não porque ele seja um chocólatra.

Carlos é um dos 60 membros da ASOPROMAS, um grupo de fazendeiros de cacau que iniciou um projeto fundado pela IAF em 2014, a fim de melhorar a qualidade e a produção de cacau e ampliar habilidades de comercialização. Playas de Cuje, a pequena cidade onde o grupo tem sua sede, fica localizada na província de Zamora-Chinchipe, na beira da Amazônia Equatoriana. O local fica situado nas planícies quentes e luxuriantes, onde os pássaros cantam alto sobre as diversas árvores frutíferas ao redor da cidade. O grupo original foi formado em 2001; os membros fornecem cerca de 55 por cento do cacau que é usado para fazer chocolate, e o resto é adquirido de outros fazendeiros locais. Desde que implementou o projeto e passou a produzir mais chocolate, a ASOPROMAS capacitou-se a empregar 15 trabalhadores em meio período em diversas posições para ajudar na produção de chocolate, no marketing e nas finanças, bem como em outras áreas.

Carlos&field
  Carlos, um fazendeiro de cacau em um grupo financiado pela IAF em 2014, verificando uma plantação de cacau.

Carlos e seus colegas têm orgulho de onde chegaram em um período de tempo tão curto. Em uma visita, ele me mostrou o centro de processamento quase finalizado e também o processo pelo qual as sementes do cacau são transformadas no delicioso chocolate que todos amam. A finalização do centro está programada para novembro de 2017. 

É sempre um choque para as pessoas ver pela primeira vez a matéria-prima que se transforma no chocolate. Um punhado de sementes grandes misturadas em uma polpa mucilaginosa, ou “baba”, como se diz, não parece nada delicioso. (Enviei fotos para meus primos que nunca tinham visto os frutos do cacau e, para ser sincero, eles ficaram enojados e disseram que aquilo poderia ajudá-los em suas dietas). A partir desta forma estranha, a ASOPROMAS cria deliciosas barras de chocolate, bombons, marmelada, creme de cacau e pequenos chocolates com pedacinhos de frutos da Amazônia. 

Para os consumidores de chocolate, como meus primos e eu, tudo o que nos importa é o maravilhoso produto final. Mas, para o Carlos e os outros, trata-se de suas vidas. Eles vivem e respiram chocolate — literalmente. A casa de Carlos fica a apenas alguns metros de distância da planta de processamento, e o cheiro do chocolate está sempre no ar. Quando sua planta de processamento estiver terminada, a ASOPROMAS conseguirá produzir mensalmente cerca de 4.000 barras de chocolate, 1.500 pacotes de bombons e outros produtos. 

cacao
Close-up de grãos de cacau marcados em uma polpa gooey, ou "baba", que irá fermentar e secar antes de ser transformado em chocolate.

Atualmente, os representantes da ASOPROMAS participam de cerca de três exposições por mês, nas quais promovem a marca de chocolate do grupo, Tukakao. A ASOPROMAS também expandiu seu mercado, e agora vende seu chocolate em algumas pequenas lojas locais, supermercados, restaurantes e hotéis, assim como em Loja e Cuenca, duas das maiores cidades no sul do Equador. A associação também vende sementes secas de cacau para um produtor de chocolate em Quito, que comercializa o produto final no Japão.

Posteriormente ainda neste ano, dois outros grupos de parceiros financiados da IAF da Costa Rica e Guatemala visitarão a ASOPROMAS para aprender sobre seu processamento e compartilhar sucessos e desafios. (Clique aqui para ler sobre a produção de cacau na Costa Rica). A IAF apoia estes esforços voltados para o chocolate artesanal porque eles proporcionam empregos que estimulam as economias locais, e também porque os métodos de produção de chocolate usados por nossos parceiros financiados são ecológicos. As colheitas são diversificadas, proporcionando às famílias produtoras uma variedade de frutas e sementes saudáveis, juntamente com a lavoura comercial que eles adoram produzir. Estes tipos de produção e atividades de comercialização criam oportunidades para que jovens adultos fiquem em suas comunidades de origem ou retornem a elas, trabalhem nas terras de suas famílias e produzam renda suficiente para viver sem ter que se mudar. Um dos membros da ASOPROMAS, Nancy, me disse recentemente que, embora ela tenha se mudado e trabalhado por 16 anos em Guayaquil, a maior cidade do Equador, ela voltou a Playas de Cuje para trabalhar na fazenda de cacau de sua família. Ela não gostava da vida na cidade grande e queria voltar. O cacau deu a ela essa oportunidade. Com tantos empregos criados, pessoas engajadas e famílias se beneficiando, acho que todos temos que concordar que sim, Carlos, quando as coisas são feitas do jeito certo, o mundo do cacau e do chocolate é realmente adorável. 

chocolates
Barras de chocolate e bonbons prontos para distribuição e venda.

__________________________________

*Ginger Deason, Representante da Fundação no Equador e Panamá

Return to full list >>
comments powered by Disqus